Uma análise revisitando esse ambicioso título do 3DS, abordando seus acertos e tropeços.
Sempre que posso, pesquiso listas de jogos dos consoles que tenho. E um dos jogos que mais aparece nas listas de 3DS é o Kid Icarus Uprising, um jogo de tiro em terceira pessoa que conta a história de Pit, um anjo a serviço da deusa da luz, Palutena, que precisa lutar para destruir inimigos das trevas, dentre eles Medusa e Hades.
Kid Icarus é extremamente focado na jogabilidade, tanto que junto com a mídia física que acompanha o jogo vem um stand para que possamos estacionar o console em uma mesa e poder jogar o game de maneira mais confortável, visto que segurar o console com as mãos ao mesmo tempo que precisamos mirar com a caneta, se locomover com o slide e atirar com o gatilho é bem cansativo.
Mas mesmo com o stand o jogo é bem cansativo, exige muito esforço físico do jogador pois as ondas de inimigos são frenéticas, exigindo do player muita coordenação motora e reflexos. Isso foi motivo de críticas, pois trata-se de um jogo exclusivo de portátil, mas que não é portátil.
Honestamente eu elogio a ousadia da Project Sora por desenvolver e lançar o game desta forma, quebrando paradigmas. Mas é preciso reconhecer que se trata de um jogo de nicho, apesar do game ter um grande regulador de dificuldade antes de cada fase, ainda vai exigir esforço do player para aprender mecânicas e jogar. Então não é um jogo para qualquer um, você precisa gostar de desafios e de ver coisas rápidas e frenéticas acontecendo.
Na maior parte do game joguei na dificuldade 4 de 10, o que eu já achei bastante frenética. Mas é importante pontuar que não era irritante, não é tão fácil morrer no jogo, quando você vê sua vida baixa começa a se concentrar mais e a se sair melhor nas batalhas. O jogo também te dá sustain de vida ao longo das fases.
Pit tem uma variedade muito grande de armas a sua disposição, você pode comprar, encontrá-las em baús das fases ou até fundi-las e gerar uma ainda mais poderosa. A possibilidade de gameplay é imensa, pois além das armas temos as muitas habilidades.
Cada fase inicia com o Pit voando ao estilo jogo de navinha, depois vamos por terra (aqui eu acho que é o ponto mais fraco do game, por ar o game é muito mais legal) e no fim sempre temos uma boss fight.
Sobre o enredo do game, eu confesso que não pude aproveitar quase nada! Apesar de conseguir ler alguma coisa em inglês, as legendas das conversas ficavam na tela de baixo do console, enquanto na tela de cima eu precisava me concentrar para mover o retículo da mira e atirar nos inimigos. Em resumo, se você não ouvir bem o inglês, dificilmente poderá aproveitar a história. Mas pelo pouco que pesquei ao quase ficar “zaroio” tentando ler as legendas e atirar ao mesmo tempo, temos uma história bem leve, com algumas tiradas satíricas e divertidas.
O jogo também é recheado de conteúdo extra, finalizei ele com 9h20, mas esse tempo foi só das missões principais. Eu ainda posso refazer as missões em dificuldades mais elevadas para jogar fases secretas dentro das principais e desbloquear novas armas e colecionáveis. A quantidade de horas total para fechar o game em 100% deve bater as 20h fácil.
Ademais, tem um modo Co-op e Vs, mas como não tenho um coleguinha para jogar comigo então não pude testar.
Em resumo, esse é um jogo que eu gostei muito, ideal para quando você só quer jogar para desestressar, sem se preocupar com enredo ou puzzles complicados, apenas ver os inimigos explodindo na tela e seus pontos aumentando. Apesar dele te cansar bastante, você pode alternar sessões de jogatina com idas ao banheiro ou à cozinha. Se você já passou da idade dos dedos rápidos, talvez seja melhor pular esse jogo. E, claro, se você domina bem o inglês, vai conseguir aproveitar melhor do que eu o Kid Icarus Uprising.
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