Nos
últimos tempos, os blogs pessoais caíram em desuso. E muitos foram os fatores:
desde a ascensão de redes sociais como Instagram e X, até mudanças no algoritmo
dos motores de busca e a alteração comportamental das pessoas para preferirem
conteúdos mais dinâmicos e curtos. Apesar do cenário, nesse início de ano me
veio a ideia de escrever coisas e eternizá-las na web, especialmente sobre os
meus hobbies: games, filmes e informática. Mas não seria loucura essa ideia? Afinal,
quem diabos iria ler um blog em pleno 2026?
Bom,
antes de responder essas perguntas, permita me apresentar: sou o HenriqueV5,
criador deste blog. Usuário de PC desktop desde 2007, um apaixonado por
tecnologia, games e filmes. E apesar da idade (27 primaveras), me considero
mais um millenial do que um zoomer, isso porque fui criado no interior, no ceio
de uma família de classe média baixa. Enquanto a garotada estava aproveitando
seus PlayStations 2, eu ganhava um Super Nintendo surrado que era do meu primo
rico. Só fui ganhar um PS2 em 2011, quando a geração PS3 e Xbox 360 já estava
no final. Meu primeiro PC foi um lento Celeron D de 2,80GHz que me deu muita
dor de cabeça, mas também muitas alegrias.
Apesar
disso, fui muito feliz e soube aproveitar o que a vida me dava, pois o atraso
de tecnologia que tive, me propiciou aproveitar melhor o que cada era tinha a
oferecer. Hoje vejo que foi uma grande benção. Com o Super Nintendo me diverti
horrores jogando com amigos, eram jogos simples, mesmo para a época, mas aquela
simplicidade me arrancava sinceros sorrisos. Infelizmente o meu SNES quebrou
cedo, mas assim que o PS2 chegou foram mais anos de alegria. Meu PC apesar de
defasado, me propiciou uma afinidade com a informática. Eu tinha que me virar
para fazer o PC rodar os jogos, e quando não tinha jogo, fazia do Windows um
jogo!
E
não posso de esquecer de mencionar a minha paixão pela sétima arte. Cresci
assistindo os filmes do Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Van Damme e
Jackie Chan! Meu pai toda semana alugava meia dúzia de filmes, e aprendi a
apreciar os filmes dos anos 80 e 90. Tanto que hoje em dia é raro ficar
empolgado com algum lançamento recente, sinto que os filmes de hoje não possuem
a mesma qualidade dos de antigamente.
Enfim,
alguns dirão que o HenriqueV5 é um cara cheio de nostalgia tola, mas talvez ele
seja apenas um cara que saiu do sistema, que acredita que as coisas não devem
ser substituídas apenas porque a indústria ditou que o novo é melhor que o
velho e que por isso você deve abrir o bolso para adquirir algo que não precisa
e assim fazer a roda girar.
Durante toda a minha vida eu consumi blogs. Seja buscando detonados sobre algum jogo, ou para ler alguma crônica sobre alguma coisa aleatória. E a magia dos blogs era a autenticidade, seus escritores escreviam o que vinha na telha sem se preocupar muito em monetizar, isso de alguma forma aproximava os leitores. Mas as coisas mudaram, os blogs de antigamente quase não existem mais, e os novos parecem que foram criados apenas para agradar o algoritmo do google e atrair clicks. Infelizmente as novas gerações transformaram a internet em um local idiotizado.
Não existem mais análises de produtos e games, mas apenas a informação seca e genérica produzida por alguma AI. As crônicas morreram e viraram vídeos curtos de Tiktok. As pessoas parecem que estão mais burras e não conseguem entender uma metáfora, qualquer coisa acima de cinco parágrafos já é chamada de wall text.
E
onde eu e você ficamos nessa história? Bom, nem todo mundo está preso à roda do
sistema. Não sei se muitas, mas que há pessoas sedentas por conteúdo autêntico
e escrito à moda antiga, disso eu tenho certeza, pois eu sou uma delas.
Financeiramente
acredito que seja loucura investir em um blog, mesmo que seja de boa qualidade,
clicks do google adsense não pagam bem já tem uns bons anos. Há menos é claro
que você se prostitua para o algoritmo e comece a postar posts fantasmas feitos
por AI, mas essa não é a minha praia.
Eu
sinto que tenho um dever moral de reviver os bons tempos da internet, esse blog
não será o meu trabalho, mas sim um hobbie que receberá bastante atenção e
dedicação da minha parte. Não sei se haverá muitos leitores, mas se houver uma
única pessoa que ler uma de minhas postagens e soltar um sincero “- Puta que
pariu, que massa!”, considero que a missão foi cumprida.
Recife,
verão de 2026.

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