Pular para o conteúdo principal

Jeanne D’arc, o RPG de estratégia mais recomendado do PSP

Fantasia, estratégia em turnos e uma experiência que recompensa o planejamento.



Quando adquiri meu PSP 3000 em junho de 2025, fui atrás de listas de games e conversar com usuários do portátil, e um dos jogos que mais apareceu e me foi recomendado foi o Jeanne D’Arc.

De cara já fiquei interessado pelo nome, pois se assemelha muito ao nome da Santa Joana D’arc, padroeira da França e heroína da guerra dos cem anos. Porém, esse não é um jogo histórico, ele apenas se inspira em alguns elementos da história e transforma tudo em fantasia. É uma adaptação muito respeitosa, digna e bem-feita, já adiantando um pouco do meu parecer sobre o game.

Infelizmente a mídia física desse jogo está muita cara, então tive que me contentar com a versão digital. Além disso, o jogo não possui o idioma em português, isso exigiu de mim esforço para poder traduzir mentalmente o que estava sendo dito e entender a história. Aproveitei para tratar o jogo como se fosse uma espécie de aula de reforço de inglês.

No segundo semestre de 2025 eu estava passando por um período de transição, e precisei dar um breaktime nos games e hobbies para focar nos estudos. Por isso, meu tempo para games era extremamente curto. Iniciei o Jeanne D’arc em meados de agosto e só fui finalizá-lo em 31 de dezembro! Eu jogava uma média de uma a duas horas por semana.


Muitos dirão que é loucura jogar um jogo picotado dessa forma, mas esse em específico meio que tem uma sinergia com isso, pois por se tratar de um RPG de estratégia, com batalhas em turnos e por fases, você pode sempre pausar para respirar antes de avançar para uma próxima fase. Além disso, a história é bem simples de entender, apesar de longa. O único porém fica por conta de algumas palavras, que por ser um inglês mais ‘arcaico’, pode acabar emperrando a tradução. O jogo também possui várias cutscenes em estilo anime, todas dubladas e bem desenhadas, infelizmente elas não possuem legendas.


Como dito antes, o enredo é simples, conta a história de uma garota chamada Jeanne, que vê sua vila ser atacada por monstros a serviços dos Ingleses, sua vila e as pessoas de sua comunidade não escaparam do ataque, e agora ela promete se unir ao monarca da França para proteger o reino dos invasores. Durante uma das lutas, ela encontra um estranho bracelete no chão e resolve usá-lo, esse bracelete permite que ela se transforme em uma lendária guerreira e tenha seus atributos aumentados e assim consiga vencer seus inimigos mais facilmente.

Ela começa a se destacar nas batalhas e seu desempenho chama a atenção do rei da França, que permite que ela lidere a vanguarda em várias batalhas, e no meio do caminho ela vai conhecendo companheiros que se tornam seus amigos e passam a integrar seu time. A história é longa, tem desfechos emocionantes e personagens bem construídos.


A jogabilidade apesar de simples exige atenção, pois movimentos errados podem colocar tudo a perder. Cada personagem pode realizar uma ação por turno além da movimentação. O campo de batalha é desenhado por quadrantes, igual batalha naval.

Os personagens possuem habilidades de magia, golpes especiais e podem usar poções de cura, status ou poder. Há várias classes de personagens: tanker, guerreiro, lanceiro, mago, arqueiro e ladrão. Uma boa equipe terá ao menos um de cada classe bem upado.

O início do jogo é bem penoso, leva um tempo para se acostumar com as mecânicas, tive que batalhar fases mais de uma vez. Às vezes será necessário upar os personagens em fases secundárias para poder prosseguir no jogo com mais facilidade. Ademais, é extremamente importante salvar o jogo, pois se você perder a fase é game over, tendo que voltar para o último save.


O conteúdo extra se limita a fases opcionais, nessas você pode, além de upar os membros da sua equipe, encontrar armaduras e armas especiais e até recrutar novos membros para sua equipe.

Do meio para o final, se sua equipe estiver razoavelmente upada, o jogo se torna fácil. Só encontrei dificuldades sérias nas duas últimas fases do jogo. Cheguei a pensar que seria impossível vencer o big boss, mas depois de colocar todos os meus neurônios para raciocinar, entendi o macete e consegui vencê-lo.

Recomendo fortemente que você sempre coloque os melhores equipamentos na sua equipe, que upe os poderes (exemplo: HP+150, MP+150, ATK+50 e etc) e que tenha um time equilibrado. Finalizei o jogo com dois tankers bem upados e equipados, um lanceiro, dois magos, dois guerreiros e uma arqueira.


Em resumo, eu gostei muito desse jogo, mas não sei se gostei a ponto de querer jogá-lo novamente tão cedo. Isso porque ele é um jogo bem cansativo, provavelmente se eu não tivesse jogado de forma picotada eu tivesse largado ele no meio. Talvez por eu já saber os macetes, a minha próxima run seja mais prazerosa? Talvez. Mas se você é um cara que se irrita fácil quando se está diante de uma situação que te exige planejamento antes de agir ou que te faz refazer um trabalho, talvez esse não seja o jogo ideal para você. Isso sem falar na barreira do idioma.


Jeanne D’arc é um baita game e merece as recomendações da turma do PSP. Pelo que vi, ele também está disponível no PS4 e PS5. Recomendo a todos que apreciam jogos de estratégia, fantasia e RPG. 

Todas as screenshots desse post foram tiradas diretamente do meu PSP. 😉

Comentários

Mais visitadas

Análise do Headset Fantech Harmony Pro WHG02P

Um headset wireless com um excelente custo-benefício. Por muito anos usei como meu headset principal o Astro A10, um headset com fio de uma marca consagrada no mercado. Ele tem suas qualidades, mas a sua frágil construção me obrigou a pesquisar no mercado um substituto. Dessa vez queria um fone com conexão wireless, não queria a limitação dos fios e queria algo que permitisse alternar entre PC e Celular. Eis que encontro três opções custo-benefício no mercado: Logitech G435, Baseus GH02 e o Fantech Harmony. Inicialmente optei pelo G435, em razão de confiar na marca. Mas um problema na entrega da loja fez com que ele não chegasse a minha casa. Então pulei para o Baseus GH02, tido por muitos como o rei do custo-benefício dos headsets wireless. Ele chegou e pude usá-lo por aproximadamente uma semana. Infelizmente a minha unidade veio com um defeito chato: um ruído permanente e baixo. Tive que devolver e pedir o reembolso. Meses mais tarde, decidi comprar o Fantech Harmony. Entretanto, ant...

A Evolução dos Gabinetes

De caixa de armazenamento à peça de decoração, a evolução dos gabinetes foi brutal. O gabinete é o periférico que sempre leva menos importância em uma build, o usuário sempre vai priorizar investir mais em um bom processador ou em um bom monitor do que em um gabinete top de linha. Porém, a caixa de metal que armazena componentes sempre estará presente em uma montagem, e essa caixa nem sempre foi a mesma, passou por diversas mudanças ao longo dos anos. Neste artigo irei vos mostrar o resultado das minhas pesquisas acerca da evolução dos gabinetes. O design dos gabinetes foram sendo alterados ao longo do tempo por conta de três fatores: desenvolvimento tecnológico; necessidade e estética . As tecnologias somem e voltam de acordo com a moda , por exemplo: durante um tempo foi moda ter uma controladora de fans, alguns gabinetes acoplaram reguladores de voltagem junto ao painel frontal para facilitar o trabalho, mas depois de um tempo as placas mães e fans evoluíram e o controle das fans f...

Retro PC anos 2000 com Windows XP: como e por quê?

Tudo sobre a montagem da minha nova máquina para jogos dos anos 2000! Já faz uns anos que planejo montar um setup retro para rodar jogos da geração Windows XP. Depois de postergar a ideia por quase dois anos, finalmente pus ela em prática e concluí o projeto no verão de 2026. As ideias sobre o setup final mudaram diversas vezes, e neste artigo falarei o porquê ter um Retro PC e quais os desafios que eu enfrentei ao montar o meu. Talvez ajude alguém a decidir se vale ou não a pena montar um parecido e dar luz aos caminhos que se deve trilhar. 1)      Por que ter um Retro PC? Primeiramente, por que montar e manter um Retro PC? Não é mais fácil ter um PC moderno e jogar tudo nele? O primeiro problema que enfrentamos ao tentar jogar jogos antigos em uma plataforma moderna é a falta de compatibilidade entre o jogo e o sistema operacional e hardware modernos. A maioria dos jogos não vai nem abrir, e se abrir vai ser cheio de bugs e crashs aleatórios. Algumas empresas solta...