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Curto, Mas Marcante: Minha Experiência com Crysis Warhead

Psycho assume o protagonismo em uma campanha explosiva que melhora o ritmo, a narrativa e o desempenho do clássico da Crytek.


Após zerar Crysis, fiquei tão animado que corri para conhecer a sua DLC, Crysis Warhead. Ela se passa durante os acontecimentos do primeiro jogo, porém aqui controlamos o Psycho, companheiro do Nohmad, podemos acompanhar a jornada sobre um outro ponto de vista.


O Psycho é um personagem muito mais legal que o Nohmad, ele tem um certo senso de humor, mas também é um cara durão e um pouco mais agressivo.

Ele possui o mesmo traje que o Nohmad, então em termos de jogabilidade do personagem, é tudo igual. Porém o grande diferencial aqui é o ritmo do game, que é mais acelerado, são poucos os momentos de calmaria. Há mais perseguições e explosões. Embora ainda seja possível ir na maciota em alguns momentos e pegar todo mundo de surpresa.

Há um tipo de inimigo a mais no jogo, o juggernaut. São soldados com armaduras que precisam levar muitas balas de grosso calibre para poderem ser derrotados. Gostei de armar emboscadas para eles com minas com sensor de movimento.

As partes chatas das fases ficou no passado, não temos labirinto, essa mudança de ritmo e de cenários, embora tenha custado um pouco da liberdade, deixou o jogo mais divertido.


Foi acrescentada à trama um pouco de emoção, que foi muito bem vinda, pois os personagens se tornaram mais humanos. Aqui também temos um vilão claro, o que nos motiva mais continuar a história.

A ambientação segue com a mesma qualidade, passamos por selvas densas, praias exuberantes, complexos militares, áreas congeladas, ferrovias, navios... A variedade aqui parece ser um pouco maior.


A trilha sonora é parecida com o jogo anterior, ela acompanha o ritmo do jogo e deixa tudo ainda mais frenético e agressivo. O Psycho é um cara mais radical, então faz sentido a música ser mais ousada. Ela ajuda a manter a empolgação e vai ficar na sua cabeça por um bom tempo.


Graficamente Warhead continua sendo impressionante. Honestamente não notei diferenças na qualidade em relação ao jogo anterior, não sei dizer se é superior em algum ponto. Então não temos em Warhead o fator inovação.

Já em termos de desempenho notamos um grande salto, pois o jogo roda notavelmente melhor, a taxa de frames é mais estável e cai menos vezes para abaixo dos 60 fps.

Os bugs ainda estão presentes, mas em menor quantidade. Felizmente nenhum que comprometesse a continuidade e me forçasse a resetar checkpoints como no jogo anterior.


Concluindo... Warhead manteve todos os pontos fortes do jogo anterior e ainda corrigiu algumas fraquezas. A história é notavelmente melhor, o jogo tem menos bugs e possui um ritmo mais interessante, embora tenha falhado na duração, levei em média 5h para zerar e fiquei com um gostinho de quero mais, poderia ser mais longo ou ter algum conteúdo extra. Se você gostou do primeiro game, vai adorar esse. Mas lembre-se de zerar o primeiro antes desse, pois a história do Warhead inicia aproximadamente na metade da história do primeiro game.

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