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Call of Duty 4: Modern Warfare - A Guerra Moderna Começa Aqui

Entre Chernobyl, conflitos no Oriente Médio e uma ameaça nuclear, Call of Duty encontrou sua nova identidade.


Essa é a segunda vez que zero esse jogo, a primeira foi há uns dez anos anos, no meu antigo Core 2 Duo. Naquela época eu era muito viciado em jogos de FPS e sempre buscava novos. A trilogia Modern Warfare me marcou muito. Recentemente consegui comprar a mídia física e instalar no meu Retro PC, dessa vez pude jogar o jogo em sua qualidade máxima.

Depois de tanto vivenciar acontecimentos da Segunda Guerra, a Infinity Ward resolve inovar ao produzir uma história de guerra moderna. Call of Duty 4 aborda conflitos no Oriente Médio e leste Europeu e tem uma pegada bem realista.


Aqui assumimos o controle de mais de um personagem ao longo da campanha, suas histórias não estão necessariamente ligadas, mas as missões em que eles participam narram o que está havendo no mundo. O primeiro e mais importante é o Sargento John Soap MactTavish, um novato na SAS (Special Air Service) que precisa mostrar a que veio. Sua história não é bem trabalhada, pois o foco é realmente os conflitos.

Também controlamos o Sargento Paul Jackson, um fuzileiro naval americano que participa de uma campanha no oriente médio, através dele vemos a bagunça que está aquele local. Em uma missão controlamos o Capitão Price, um dos personagens mais legais do jogo.

A história se passa em meados de 2011, em um país fictício do Oriente Médio (lembra a Síria) um golpe militar ocorre e o presidente é executado em rede nacional, um grupo de terroristas assume o poder e instaura a tirania no local, forças internacionais (nós) chegam para tentar conter os estragos.

Ao mesmo tempo, um grupo de ultranacionalistas russos está agindo para tentar restaurar a antiga URSS, eles são liderados por Imran Zakhaev e há indícios de que esse grupo está ligado com aquele do Oriente Médio. Como já dá para ligar os pontos, esses grupos planejam pegar em armas pesadas para fazer frente ao ocidente. Para evitar uma catástrofe nuclear, precisamos nos infiltrar e capturar os líderes.

A história é tensa e pesada, os roteiristas não aliviaram nas mortes, fizeram questão de mostrar o lado cruel dos conflitos modernos. Apesar de achar a história do COD 3 superior, COD 4 ainda é interessante o suficiente para figurar logo atrás.


A ambientação acompanha o alto nível do enredo, aqui tempos uma boa variedade de cenários, que varia desde navios cargueiros a cidades bombardeadas no Oriente Médio e uma Chernobyl abandonada. Aliás, a missão em que temos que ir até Chernobyl realizar um assassinato furtivo, é uma das melhores da história dos videogames, a tensão e a sensação de urgência ali é realista demais.

Os efeitos sonoros também estão caprichados, e embora eu nunca tenha ouvido o som de uma AK real sendo disparada, acredito que ela deva se parecer com os que ouvi no jogo (lol).


A jogabilidade de COD 4 é marcante, e embora não inove muito em relação aos jogos anteriores, conseguiram impor um ritmo bacana nas missões de modo que não é enjoado jogar por várias horas seguidas. Aliás, zerei em apenas um dia.

O multiplayer na época movimentou muitos jogadores, hoje infelizmente os servidores oficiais estão fechados. Mas a comunidade hospedou servidores alternativos e ainda é possível encontrar uma galera jogando, mas vai precisar instalar alguns mods para conseguir jogar.

Sem o multiplayer, o jogo se torna bem curto, a campanha dura em torno de 6h. Para alongar talvez seja interessante jogar nas dificuldades mais elevadas, pois na normal foi bem tranquilo de zerar. Fora o multiplayer, há pouco conteúdo extra.


Graficamente esse é um dos jogos mais bonitos dos anos 2000. Quando lançado, ele era o mais bonito, mas foi superado meses depois pelo Crysis. E em 2009 também saiu o Modern Warfare 2, então talvez o COD 4 seja o 3º ou o 4º mais bonito da década, brigando pau a pau com o GTA IV.

Mesmo nos dias atuais, se você conseguir jogar em um monitor não tão grande e colocar tudo no máximo, vai notar que tecnicamente os gráficos ainda impressionam. A missão em Chernobyl por exemplo, é muito agradável visualmente. E diferente do GTA IV, a profundidade de campo é bem longa.


E um dos grandes trunfos, é que apesar de ter gráficos incríveis e ser bastante pesado, o jogo não sofre com quedas como em Crysis ou GTA IV. A jogatina se mantém estável na maior parte do tempo e os bugs são raríssimos.

Obviamente que o fato de eu estar usando uma placa de 2016 (GTX 960) ajudou muito, mas o meu processador (Xeon E5450) é de 2007 e não sofreu para entregar aquilo que o software pedia.


COD 4 é um FPS incrível e que inicia com o pé direito uma das melhores trilogias da história dos videogames, em uma época que a Activision não visava apenas o lucro, mas também incentivar a produção de arte. Recomendo a todos os amantes de FPS e jogos de guerra.

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