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Twisted Metal Head-On: o caos sobre rodas que brilhou no PSP

Um jogo perfeito para partidas rápidas no portátil


A franquia Twisted Metal é uma das mais antigas do PlayStation, nasceu no PS1 e desde o início fez grande sucesso, tendo boas vendas e boa aprovação da crítica. O jogo se trata de uma espécie de arena de combate veicular, com os carros equipados com armas e apetrechos, cujo objetivo é destruir os adversários e sobreviver.

A primeira vez que joguei um jogo da franquia foi no PS1 de um vizinho do meu primo, eu lembro da garotada se reunindo em frente a TV para ver os carros se explodindo. Foi uma boa lembrança.

Recentemente eu adquiri um kit de acessórios para o meu PSP e dentro dele vinha uma edição do Twisted Metal Head-On. Esse jogo foi lançado em 2005, e inicialmente seria exclusivo para o PSP até que em 2008 foi portado para PS2.


Ele tem todos os elementos principais da série. Temos uma boa variedade de personagens disponíveis, tanto no modo Story como no modo Challenger e Endurance. Cada personagem possui sua própria história e um carro com características de jogabilidade únicas.


O visual do jogo é bem sombrio, flertando com o macabro. Temos um rock pesado de pano de fundo, os personagens são sinistros e a história do game também é pesada. Porém os mapas são inspirados em grandes capitais do mundo, são locais normais, destoando um pouco do resto do clima do jogo.

Infelizmente ele tem uma jogabilidade difícil de se adaptar, acredito que o slide do PSP não seja tão bom para jogos de carro. Apesar da dificuldade inicial, depois de um tempo dá para se acostumar. Uma coisa que melhorou bastante minha gameplay foi usar o O para frear totalmente o carro e em seguida movimentar o slide para a direita ou esquerda, assim eu posso ir com precisão para o local exato que eu desejo. Andar a toda velocidade sem fazer isso pode ser irritante pois você facilmente baterá nos cantos ou então passará direto do lugar que deseja ir.


Twisted Metal é um torneio de carros de combate, organizado por um sujeito misterioso chamado Calypso. O vencedor do torneio pode pedir tudo que quiser a ele. Nessa toada, cada personagem tem sua motivação própria para participar do torneio: uns querem dinheiro; outros poder; alguns querem vingança etc.

Calypso é um sujeito maligno, segundo pesquisei ele fez um pacto com o diabo. Por isso ele tem o poder de conceder o desejo do vencedor, mas interpretará da forma mais distorcida e maliciosa possível. Tem uma pitada de humor nessa interpretação diferente que o Calypso faz.


Cada personagem tem um final próprio com uma cutscene de uns dois minutos. Para zerar a história de um personagem é preciso passar por 11 fases, a cada 3 fases você enfrentará um boss.

As boss fights são bem tranquilas, com exceção de um ou outro que necessita de uma estratégia mais apurada para vencê-lo.

A escolha do personagem com veículo determina o seu modo de jogo, alguns veículos são mais frágeis e exigem cuidado, outros possuem habilidades especiais de longo ao alcance ou curto alcance.

O mapa possui várias munições diferentes espalhadas, além de fases extras escondidas. Vencer as fases extras liberam novos personagens jogáveis.


Alguns mapas são grandes demais, isso faz com que os combates se tornem escassos e você precise ficar caçando seus adversários. Felizmente há um minimapa que te mostra a localização deles.

Por haver vários finais o jogo acaba tendo bastante conteúdo, pois há uma quantidade boa de personagens e você ainda desbloqueia mais enquanto joga. É um prato cheio de conteúdo extra.

E no tocante aos gráficos, eu achei muito bonito para o padrão PSP. E ainda mais se levarmos em consideração que foi lançado no início da geração.


E falando em PSP, esse é o tipo de jogo que casa perfeito com a ideia de um console portátil. Isso porque ele possui partidas relativamente curtas, o modo história é dividido e não necessita que tenhamos que ler e entender textos durante o jogo, visto que só precisamos ler o motivo do personagem na tela de seleção e depois assistir o seu final após concluir todas as fases.

O jogo também é rápido, sem travamentos ou bugs. Mesmo usando a mídia UMD.

Em resumo, Twisted Metal Head-On é um divertido jogo que vai agradar quase todo mundo, perfeito para jogatinas casuais, além de ser bastante nostálgico para os gamers mais antigos. Tem um problema de jogabilidade que dificulta a manobra dos veículos, mas dá para se acostumar depois de alguma insistência.

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