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Do PS2 ao 3DS: Finalmente Zerei Metal Gear Solid 3

Finalmente zerando um dos jogos que mais marcaram a sexta geração e descobrindo que a fama não era exagerada.


A primeira vez que joguei MGS3 foi no PS2, um colega da escola chegou falando que tinha encontrado um jogo muito bom e que eu deveria conhecer. Ele me emprestou o disco e eu levei para casa. Passei a tarde jogando ele, no primeiro dia apanhei muito, mas aquela jogabilidade original reteve muita atenção minha. Só que tinha um problema: nem eu e nem meu amigo sabia como salvava o game. Meu colega esperava que eu descobrisse, mas infelizmente nunca descobri. Nos dias seguintes joguei e explorei o máximo que pude, chegando a ficar quase 10h seguidas com o game ligado no PS2, cada dia avançando mais, mas infelizmente não consegui zerar e acabei devolvendo o game. Depois disso nunca mais joguei MGS3.

Mais de uma década depois, cá estou, zerando-o pela primeira vez. Eu sei que MGS3 é tido por muitos como um dos melhores jogos da 6ª geração, a revista Super Dicas PlayStation colocou ele inclusive na frente do Grand Theft Auto San Andreas em uma tier list de 2005. O Hype que antecedeu o lançamento do game foi imenso, com muita gente teorizando sobre a história e tendo até informações vazadas na internet. E todos sabiam que MGS3 viria para botar para quebrar, porque ele foi dirigido por ninguém menos que Hideo Kojima, o gênio dos videogames.

Desde o ano passado que eu estava afim de finalmente zerar esse grande game, pesquisando descobri que a história do jogo antecede os acontecimentos do primeiro e segundo jogo, de modo que jogá-lo antes dos outros não iria atrapalhar a experiência. Pesquisando novamente, descobri que a melhor experiência seria jogar a versão Subsistance do PS2, que veio com alguns aprimoramentos de jogabilidade, incluindo o uso do segundo analógico (a câmera da versão Snake Eater normal é travada). Entretanto, me frustei quando descobri o preço que estavam pedindo na mídia do jogo.

Adiei minha jogatina, até que descobri que em 2012 a Konami soltou um port remasterizado do jogo para o 3DS, com alguns aprimoramentos de gráficos e jogabilidade. O jogo custa a metade do preço da versão de PS2, como eu tenho um New 3DS XL, não pensei duas vezes e comprei o jogo.


MGS 3 conta a história de um agente secreto americano especializado em furtividade e infiltração chamado Jack, codinome Naked Snake. Ele recebe a missão de resgatar um cientista Soviético chamado Sokolov, esse cara estava trabalhando em uma super arma nuclear e decidiu debandar para o lado capitalista, pois tinha medo que explodisse uma terceira guerra mundial.

Sem fornecer spoilers, basicamente o nosso herói tentará impedir um conflito nuclear entre EUA e URSS, para isso deverá concluir alguns objetivos como destruir uma super arma que está escondida dentro de uma fortaleza e matar um coronel sociopata que tem sob seu comando soldados com habilidades extraordinárias e que ninguém em sã consciência teria coragem de bater de frente.

A história é recheada de traições, cenas de combate corporal, diálogos sobre a guerra fria e até um romance com uma loira deliciosa! E ainda tem uma baita plot twist (na verdade tem dois!) que vai te deixar de queixo caído.


As missões que recebemos são furtivas, então precisamos fazer tudo sem chamar atenção, embora se não conseguirmos passar despercebidos, podemos matar alguns soldados na base da força bruta e depois se esconder novamente. A jogabilidade não é tão burocrática e isso é positivo.

O que mais chama atenção é a originalidade (pelo menos para a época), aqui o nosso personagem pode se camuflar ao trocar de roupa, isso permite atravessar terrenos sem ser visto. Além disso, também recebemos uma pistola com silenciador e balas com tranquilizante, assim podemos eliminar os inimigos sem fazer barulho e sem mandar ninguém para o inferno.

A dificuldade do jogo é moderada, principalmente ao enfrentarmos os chefes! Eles possuem personalidades únicas e marcantes, além de habilidades diferenciadas. Temos por exemplo um especialista em sniper (uma das melhores batalhas do jogo e cheia de easter eggs), um especialista em camuflagem, um especialista em chamas... Aprender os pontos fracos de cada chefe demanda tempo, se você for seco vai morrer inúmeras vezes até aprender como que se derrota o desgraçado. Se quiser apelar, use um detonado (de preferência escrito para não estragar a experiência).


Os controles são adaptados ao portátil, temos uma opção de mira automática que atingirá o inimigo imediatamente em frente ao personagem. Porém não é tão precisa, gostaria que houvesse um marcador, mas é melhor que nada. Também temos a opção de mira FPS clássica, que talvez seja a principal que você irá usar e uma mira TPS que mescla terceira com primeira pessoa e é bem ruim.

O principal problema da jogabilidade que me deixou muito frustrado, foi a movimentação da câmera com o C-Stick do New 3DS. Infelizmente é extremamente impreciso, seria melhor se fosse um analógico de verdade ou então se fosse o Circle Pad Pro. Porém, há a possibilidade do meu C-Stick estar com defeito, por isso não vou condenar, vou efetuar a trocar da peça para poder confirmar esta análise. Mas felizmente o jogo também permite a jogatina sem o C-Stick e sem o Circle Pad Pro, ficando parecida com um jogo de FPS no PSP, movimentando a câmera usando os botões direito. Não é a melhor experiência do mundo, mas da para se divertir depois de algum treino.


Um ponto forte desse game é a ambientação. Os cenários são variados e cheios de detalhes. Passamos por florestas densas (não é uma selva cheia de arbustos como no PS2, a densidade aqui está no céu, olhe para cima!) cheias de animais silvestres, passamos por pântanos com mosquitos que tiram a paciência e crocodilos camuflados prontos para atacar, também passamos por cavernas escuras, esgotos fedidos e até montanhas rochosas.

Cada cenário exige uma camuflagem diferente, e adquirimos novas ao derrotarmos os chefes usando o tranquilizante ao invés das armas de fogo. Também há algumas espalhadas em armários dentro de acampamentos.

A trilha sonora é recheada de Jazz, ritmo popular nos anos 60 que a época em que se passa os acontecimentos do game. Ela também lembra aqueles filmes de espionagem 007.


Graficamente MGS3 está no top 10 melhores gráficos do PS2, aqui os personagens possuem muitos polígonos e exploram todo o potencial do console. No 3DS ele sofreu um leve aprimoramento, aqui os efeitos de luz estão mais bonitos. E, claro, temos o efeito 3D que aumenta e muito a imersão nas cutscenes (in-game não vale a pena ativar).


Já em termos de desempenho, notei alguns engasgos, principalmente quando tive que enfrentar muitos inimigos em corredores, claramente ficou abaixo dos 30 fps. Imagino que seja pior a situação no 3DS Old. Não notei bugs, no entanto.


Depois de zerar, entendi o porquê de tanta idolatria a esse jogo, é realmente um dos melhores lançados nesse século e é obrigatório para todos que tem um PS2 ou 3DS. Só não recomendaria se você for um cara meio sem paciência, pois esse jogo clama por frieza.

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