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Batman: Arkham Origins - Pare de Ignorar Esse Jogo!

A prequela da série Arkham prova que a ausência da Rocksteady não foi suficiente para derrubar a qualidade da franquia.


Os sucessos de Arkham Asylum e Arkham City deu a Warner Bros muito dinheiro, e visando aproveitar o bom momento, ela resolveu investir em mais um jogo para preencher o intervalo de lançamentos entre 2011 e 2015. Mas como a Rocksteady (estúdio de desenvolvimento dos dois primeiros jogos) estava desenvolvendo o Arkham Knight que seria o grande jogo que fecharia a série, coube a Warner Bros Games Montréal a tarefa de produzir Arkham Origins, que seria uma prequela do Asylum.

Essa mudança de estúdio deixou todo mundo com um pé atrás, e só esse fato até hoje faz com que as pessoas tenham preconceito com o jogo mesmo sem jogá-lo.


Em Origins vemos um Batman inexperiente, ainda desconhecido por muitos e dando seus primeiros passos como defensor de Gothan. Os bandidos da cidade acham que ele não passa de uma lenda, não é real. A polícia acha que ele é mais um bandido e está louca para pô-lo atrás das grades. E o chefão do crime de Gothan, Máscara Negra, está irado com o morcegão é quer vê-lo morto, por isso coloca uma recompensa de 50 milhões de dólares por sua cabeça, atraindo assassinos perigosos para a cidade.

A trama aqui inicia quando o Máscara Negra arma uma rebelião na Blackgate e anuncia para a cidade que está atrás do Batman, a polícia dá um toque de recolher e todos os habitantes ficam em casa com medo. Somente os bandidos estão nas ruas.

O morcego precisa então capturar o Máscara Negra. Objetivo simples. Porém no meio do caminho precisa enfrentar grandes vilões, e é aí que a coisa fica interessante, pois diferente dos outros jogos em que os vilões já haviam enfrentado o Batman antes, aqui será o primeiro encontro deles. Segue a lista de alguns dos caras que temos que enfrentar: Deathstroke (Exterminador), Bane, Deadshot, Copperhead, Firefly, Killer Croc, Shiva, Electrocutioner, Coringa (Joker), Máscara Negra, Anarquia, Pinguim, Mad Hatter (Chapeleiro Louco) e outros.

Esse cartaz de recompensa deixa toda a cidade louca, todos os bandidos estão atrás do morcego. Até mesmo alguns policiais corruptos querem pôr as mãos nele! Somente o comissário Gordon é que parece ser do bem dentro da polícia, mas até ele não gosta do Batman, precisamos nos aproximar com calma para provar que somos dignos de confiança.

Acredito que a história se manteve no mesmo nível dos demais jogos da franquia, aqui vemos um Batman mais agressivo e menos experiente em batalhas, e também vemos o nascimento da obsessão do coringa pelo morcego. Apesar de tudo, há uma repetição de conceitos, igual aos outros três jogos (Asylum, City e Knight), a história se passa em apenas uma noite, a cidade está um caos e há uma fuga da prisão envolvida. Entendo a ideia, mas acho que dessa vez podia ser diferente.


O jogo se passa no final do ano, mais especificamente no dia 24 de dezembro, é Natal! A cidade está toda decorada, os ambientes fazem referências a data e até os vilões brincam com isso. Origins é um ótimo game para visitar no Natal... porém não podemos esquecer que ainda é um jogo pesado, com muitas mortes e violência, é sombrio, portanto não deixe seu filho pequeno jogar.

A cidade é praticamente a mesma que vemos em Arkham City, só que agora estamos no inverno. A junção da estação do ano com noite e decoração natalina confere ao game o clima noir fantástico.

E um destaque no tocante a ambientação foi a dublagem. Aqui temos o mesmo ator que dublou o Batman da trilogia do Christopher Nolan, o jogo está todo em português. No geral o trabalho está bacana, mas notei que em algumas falas o áudio sai mais baixo do que deveria, o que afeta a imersão.


A jogabilidade é um ctrl c + ctrl v dos jogos anteriores, o que não é ruim porque aqui não perdemos tempo com uma curva de aprendizagem grande. Podemos bater com o QUADRADO e contra atacar apertando TRIANGULO no momento exato em que aparece o símbolo na tela (se estiver na dificuldade difícil, não aparecerá símbolo algum). E é isso, podemos zerar apenas apertando esses dois botões. Mas o Batman tem o seu cinto de utilidades e podemos usar suas ferramentas como a batrangue, batgarra e gel explosivo. Portanto as possibilidades de combate são vastas.

Porém a mobilidade pelo mapa está piorada, a meu ver. O alcance do voo com a capa está mais curto, tornando o deslocamento chato. Mas podemos agora usar o jato que serve como uma espécie de fast travel, o mapa é dividido por zonas e cada uma tem seu ponto de aterrisagem. Para liberar esses pontos é preciso destruir algumas antenas que o Enigma instalou.


Como conteúdo extra, o jogo tem bastante puzzle. Eu particularmente não gosto de puzzle, por isso pulei sem pena todas as secundárias que envolviam isso. Mas para quem gosta é um prato cheio.

No começo vemos um batman mais detetive, lembrou o The Batman do Robert Pattinson, porém essa pegada fica só no começo mesmo, o que eu achei uma pena.

Os chefes estão presentes e são legais de serem enfrentados, cada um com um move set diferente e barras de vida gigantescas. Não é difícil pegar os macetes para derrotá-los, creio que não é necessário um detonado para vencer os chefes das missões principais.


Graficamente o jogo me decepcionou um pouco, pois ele veio depois do Arkham City e não parece muito melhor. As texturas parecem um pouco sujas, não sei se foi uma opção artística proposital para dar ao jogo uma clima mais dark, mas não foi essa a impressão que causou.

A modelagem dos personagens está bacana, dá para notar a agressividade em suas feições. Mas ainda parece muito "duro" frente ao que tínhamos na época (The Last of Us, Far Cry 3, GTA V...).

Porém temos que destacar os efeitos NVIDIA PhysX, que garantiam mais partículas de fumaça, neve, mais papéis de jornal voando na rua, mais poeira, destroços, faíscas... Para época era uma baita evolução e somente placas NVIDIA de última geração conseguiam reproduzir.


Em termos de desempenho o jogo é excelente, sendo bem leve, vai rodar na maioria das máquinas atuais. Mantendo os 60 fps constantes mesmo no ultra. A maioria dos bugs está relacionado as falas e ao desequilíbrio de volume que já comentei antes.


Batman Arkham Origins é um jogo que vale a pena ser jogado, o fato de ter sido produzido por um estúdio diferente em nada o diminui, a qualidade da franquia está ali. É obrigatório para todo o fã do morcegão.

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