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Dance Dance Revolution X: quando o videogame vira exercício

Um tapete, dezenas de músicas e muito suor em uma das experiências mais diferentes do PlayStation 2


Pesquisando sobre nichos obscuros do PS2, acabei conhecendo a série Dance Dance Revolution, que nada mais é que um jogo de ritmo usando os pés ao pressionar um tapete de dança. A franquia surgiu nos arcades japoneses no final dos anos 90, publicada pela Konami, em pouco tempo se tornou uma febre e acabou dando as caras nos consoles. Fez muito sucesso nos EUA e Europa, mas aqui no Brasil o sucesso se restringiu mais aos arcades.

DDR X é um dos últimos jogos da franquia lançados para o PS2, e por ter sido lançado em 2008 e ser de nicho, ainda hoje é possível encontrar mídias lacradas sendo vendidas a preço de banana. Encontrei a minha unidade por apenas R$25, enxerguei uma ótima oportunidade para conhecer a franquia.

Mas eu sabia que para curtir esse jogo da maneira devida, seria preciso adquirir junto com o jogo, o dancepad. Comprei logo dois, um original da Konami e outro de uma marca genérica. Ambos felizmente estão funcionando.


DDR X como todo jogo de arcade adaptado para console, possui um apelo grande para a competitividade. Aqui precisamos pisar nas teclas conforme elas sobem para os decalques, quanto mais encaixadas elas estiveram, maior será a pontuação. Ao final de cada partida podemos checar quantos pontos nós fizemos.

Há muitos modos de jogo: tem o clássico modo arcade tradicional e seus sub-modos de combate e X1; um pseudo modo campanha chamado Street Master Mode em que acompanhamos historinhas tolas de personagens para desbloquear novas músicas e velocidades; Workout Mode, em que nada mais é que um monitoramento de sessões de exercício e calorias gastas; Lesson Mode, o tutorial; e o Lan Mode, que permite partidas via rede local.

O jogo foi feito para se jogar no tapete, mas há a possibilidade de jogar no controle. Honestamente achei uma porcaria a jogabilidade via controle, perde-se muito da proposta. O legal mesmo é no tapete, pois conforme aumentamos o nível de dificuldade, as teclas vão ficando mais difíceis de ser pressionados, exigindo mais velocidade, saltos e coordenação motora.


É impossível encerrar uma sessão pesada de DDR sem sair com a testa suada. Sapateando cerca de 30min, meu T-Rex 3 apontou um gasto de aproximadamente 200Kcal. É um baita exercício físico e bem mais legal do que aquela caminhada chata na esteira.

Porém ainda é um jogo de arcade super competitivo, em níveis mais elevados é praticamente impossível para um jogador casual competir. O dancepad que a própria Konami fornece se torna inútil em dificuldades maiores que 8, pois ele fica saindo do lugar e causando erros. E o mais frustrante é que para desbloquear todas as músicas no Street Master Mode, é preciso dançar músicas completas em dificuldades elevadíssimas.


A ambientação do jogo é basicamente a de uma pista de dança, há muitas cores, sons de aplausos e gritos do apresentador (depois de um tempo fica insuportável, felizmente é possível desativar nas configurações).

A lista de músicas é vasta, há cerca de 70 (muitas liberadas depois de jogar muitas e muitas vezes no modo arcade ou depois de zerar o Street Master Mode). Os ritmos consistem principalmente de eletrônica e pop. Infelizmente para mim, a maioria não me agradou. Mas há boas músicas autorais da Konami que é difícil ficar parado ao escutá-las.


Apesar de ser um jogo de 2008, os gráficos são simples. Os modelos em 3d e os cenários estão atrás de muitos outros títulos do console. Já as cenas em 2d estão até que legais.

A interface é limpa e não é difícil de navegar pelos menus. Os efeitos são simples e o foco é mesmo o pressionar de setas. Graficamente o jogo não impressiona, mas também não atrapalha.


Em termos de desempenho o jogo roda liso no console, a taxa de quadros é consistente e não notei bugs. Jogando com uma TV de tubo a latência é praticamente zero. Os loadings estão dentro do esperado de um jogo de DVD.


DDR X é um ótimo jogo de ritmo, mas extremamente nichado, se você não planeja fazer dele o seu cardio da semana ou fazer sessões de x1 com amigos ou familiares, acho melhor deixar passar e ir jogar um Guitar Hero.

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